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Curso coloca mais de 210 cuidadores de idosos no mercado de trabalho
Esta tem sido uma semana de muitas emoções para os mais de 210 alunos do curso de Cuidadores de Idosos, oferecido pelo Centro Brasileiro Inovação e Sustentabilidade (Cebis) em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em Londrina. Após semanas de dedicação, os alunos concluem a jornada nesta quinta-feira, dia 24, e recebem a certificação em cerimônia a ser realizada no sábado, dia 26 de setembro, a partir das 18 horas, na Comunidade Cristã Ide, localizada na Av. Guilherme de Almeida, 310, zona sul da cidade.
Além das aulas teóricas, envolvendo 17 disciplinas, o curso também ofereceu estágios e visitas técnicas em sete casas de repouso de longa permanência: Asilo São Vicente de Paulo , Longevitá Geriatria, Vovó Abigail Centro Geriátrico, Casa das Vozinhas, Morada Porto Seguro, Toca de Assis e Lar dos Avós.
Katiane Gouvea, presidente do Cebis, destaca a importância da formação adequada a profissionais que irão cuidar de idosos. “É uma área em franco crescimento, marcada, historicamente, pela informalidade. Mas o mercado está mudando rapidamente e exige qualificação formal”, comenta.
Gouvea estima que a entrada desses novos profissionais no mercado injete em torno de R$ 7 milhões nessa cadeia, entre formação, geração de renda para os egressos e ampliação da oferta de serviços especializados em uma área em que muitos trabalham sem especialização.
Ela também destaca o pioneirismo da realização do curso em Londrina, inserido no Programa Manuel Querino, do Ministério do Trabalho, que tem um olhar voltado à população mais carente. O curso foi totalmente gratuito e os formandos receberão um kit profissional para iniciar a carreira, contendo oxímetro, termômetro digital e esfigmomanômetro (para aferição de pressão arterial).
Uma nova fase
Para muitos alunos, a formatura representa a profissionalização de um mercado com demanda crescente e ainda pouco estruturado. A aluna Camila Ribeiro, 35 anos, por exemplo, já atua na área cuidando de um senhor de 93 anos — mas, como ela mesma diz, de forma intuitiva. O curso trouxe a consciência sobre os limites éticos e técnicos da profissão, como a proibição de medicar pacientes sem receita médica. "O curso me impactou positivamente, tanto com os materiais como com o conteúdo profundo", avalia. "Ele deixa claro quais são nossos limites enquanto profissionais, o que podemos e o que não podemos fazer."
Já Leise Daiana Fausino, 43 anos, também atua na área e buscava a oportunidade de se reciclar para se manter competitiva no mercado. "Estou aprendendo muita coisa nova e o currículo humanizado está me fazendo olhar para o idoso de uma forma diferente. Acredito que dará um salto na minha carreira, porque estarei melhor qualificada."
A partir do próximo ano, o curso deverá ser levado para outras cidades da região, com a disponibilização de mais 300 vagas.