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Outubro Rosa reforça a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama
A agência Bandeirantes da Sicredi Dexis e a Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais – BPW Londrina lançaram, na manhã desta terça-feira (6), a campanha Laço que Fortalece, durante um café da manhã no Espaço Dexis, em Londrina. A celebração reuniu mulheres em tratamento e que já superaram a doença, equipe da cooperativa e lideranças de entidades ligadas à causa.
A presidente da BPW Londrina, Márcia Mileski Martins, e o gerente da agência Bandeirantes, Cláudio Schmitt Hannes, receberam as convidadas e abriram a programação.
“Neste Outubro Rosa, a agência Bandeirantes da Sicredi Dexis reforça que cuidar também é prevenir. Por meio de uma campanha especial, a agência busca incentivar mulheres a reservarem um tempo para si, valorizando o autocuidado, a atenção à saúde e, principalmente, a importância dos exames preventivos. Mais do que vestir o rosa, a iniciativa traduz um dos princípios do cooperativismo: estar próximo das pessoas e contribuir para o seu bem-estar. Afinal, cuidar de quem faz parte da nossa comunidade também é uma forma de cooperar", destacou o gerente.
A campanha, explicou Márcia Mileski, conscientiza por meio de histórias reais estampadas em leques: são seis casos de pacientes cujo tratamento mudou o rumo de suas vidas. A BPW Londrina vai distribuir oito mil leques pela cidade, para sensibilizar mulheres a não esperar os primeiros sinais.
Cuidados necessários
Em palestra, a ginecologista e obstetra Inês Paulucci Sanches lembrou que o câncer de mama é uma doença multifatorial. Alguns fatores, como a genética, não se alteram, mas hábitos como alimentação saudável, qualidade do sono, atividade física e evitar cigarro, bebida e estresse ajudam a reduzir a incidência da doença. E, claro, manter os exames em dia.
A médica alertou ainda que mulheres com casos da doença na família devem começar os exames preventivos mais cedo. O exemplo veio de Letícia Alves de Jesus, presente ao evento. Diagnosticada aos 26 anos, ela e outros familiares se submeteram ao teste genético por causa do câncer da mãe — o resultado indicou predisposição à doença. Enquanto se preparava para a retirada preventiva das mamas, emendou duas gravidezes. Foi nos exames pré-operatórios, após os partos e a amamentação, que descobriu o câncer. Hoje curada, agradece o fato de a doença ter sido detectada em estágio inicial.
Doença que mais mata
O câncer de mama segue como a maior causa de morte oncológica entre mulheres no Brasil, com recorde de 21.668 óbitos em 2025. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o diagnóstico precoce eleva a chance de cura para 95%. A incidência também segue em alta: são estimados 78.610 novos casos por ano no triênio 2026-2028, um risco de 71,57 casos a cada 100 mil mulheres.