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Sicredi Dexis e Cocamar iniciam Formação Avançada em Agronegócio para 40 produtores da região de Lon
Com preços de commodities deprimidos no mercado internacional e custo de produção elevado, 40 produtores da região de Londrina começaram nesta terça-feira (27 de outubro) a Formação Avançada em Agronegócio, com foco no desenvolvimento de competências em gestão, finanças, inovação, riscos, sucessão e pessoas.
A formação é oferecida pelas cooperativas Sicredi Dexis e Cocamar, com curadoria e condução acadêmica da Fundação da Universidade Federal do Paraná para o Desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e da Cultura (FUNPAR) e apoio do Sescoop/PR. A abertura foi feita com a palestra "Panorama Cooperativo: muito além dos negócios, um estilo de vida", do diretor executivo da Sicredi Dexis, David Conchon. As aulas seguem até a primeira semana de dezembro, em encontros semanais.
Segundo Conchon, a iniciativa quer reforçar o papel do cooperativismo como agente de desenvolvimento regional e fortalecer o relacionamento com o segmento.
Para o produtor Ricardo Gomes de Araújo, que planta soja, trigo e milho safrinha na região, o momento exige maior eficiência na gestão. "A gente vive um período de preços de commodities deprimidos, e isso é mundial, não é um problema do Brasil, com custos de produção altos. O resultado é uma margem econômica muito estreita. Se não houver gestão, se não houver capacitação para lidar com as variáveis que incidem no sucesso do empreendimento, a coisa pode ficar complicada", afirma.
Para ele, é essencial que o produtor saiba comprar melhor, produzir melhor, escolher tecnologia com mais assertividade, comercializar melhor e usar ferramentas de proteção de preços. Na avaliação dele, porém, esse conjunto ainda não integra a rotina de quem planta. "São coisas que o produtor não está acostumado a fazer. E, quando faz, faz de maneira incipiente", considera.
Já o produtor de grãos Cristiano Tescari Minozzo, que assumiu a fazenda da família há cerca de dez anos, avalia que a produção é a parte sistematizada do negócio. "Você contrata o agrônomo, o pessoal operacional executa, e o que fazer e quando fazer é fácil de acompanhar. A gestão é que é complicada, porque você tem que acompanhar mercado, cuidar de custos, saber a hora certa de comprar insumo e de vender grão. As ferramentas e as informações para isso é que vão definir o sucesso ou o fracasso do negócio", avalia.
A sucessão, um dos módulos do programa, também chama a atenção. Para Minozzo, o assunto pesa, mas não pelo passado. "Já resolvi a transição do meu pai para mim. Agora quero pensar de mim para os meus filhos", diz.
O programa é estruturado em módulos e aborda temas essenciais para a modernização do agronegócio: conflitos geracionais, segurança no campo, sucessão familiar, inovação, tendências do setor, mitigação de riscos, gestão financeira, contabilidade, formação de preços, negociação e investimentos.
Esta é a terceira edição da formação. A primeira aconteceu em 2025, em Maringá (PR), e a segunda em Piracicaba (SP), no início de 2026.